|
Olivia Carneiro · Análise Sensata
|
Bom dia! Hoje eu juntei duas histórias que, sozinhas, já seriam boas — mas juntas contam algo maior. 🔅
A The Economist publicou dados do World Data Lab que viram o senso comum de cabeça pra baixo: a desigualdade global de consumo caiu pela metade desde 2000. Nos anos 2000, pra cada R$ 1 que um pobre gastava, o rico gastava R$ 40. Hoje, essa razão é de R$ 18. Ainda é muita coisa — mas é muito menos do que era.
E aí vem o segundo estudo, publicado na Econometrica (uma das revistas mais respeitadas da economia), mostrando que a informalidade brasileira — aquela que todo mundo trata como problema — pode ser justamente o que amplifica os ganhos do Brasil numa abertura comercial. Segundo o paper, uma abertura significativa elevaria a renda real do Brasil em 24%. Sem o mercado informal, o ganho seria de apenas 11%.
Por que isso importa pra você? Porque o debate público trata desigualdade como destino e informalidade como vergonha. Esses dois estudos mostram o contrário. No Boletim de hoje eu mergulho nos dados, explico o paper inteiro em português claro e conecto com o que isso significa num ano pré-eleitoral.
Essa análise tem 25 minutos no Boletim de hoje — e vale cada segundo →
Beijos,
Olivia 💛
sua economista sensata
|